Augosto dos Anjos (20 April 1884 - 12 November 1914 / Pau d'Arco)
A Caridade
No universo a caridade
Em contraste ao vicio infando
É como um astro brilhando
Sobre a dor da humanidade!
Nos mais sombrios horrores
Por entre a mágoa nefasta
A caridade se arrasta
Toda coberta de flores!
Semeadora de carinhos
Ela abre todas as portas
E no horror das horas mortas
Vem beijar os pobrezinhos.
Torna as tormentas mais calmas
Ouve o soluço do mundo
E dentro do amor profundo
Abrange todas as almas.
O céu de estrelas se veste
Em fluidos de misticismo
Vibra no nosso organismo
Um sentimento celeste.
A alegria mais acesa
Nossas cabeças invade...
Glória, pois, á Caridade
No seio da Natureza!
Estribilho
Cantemos todos os anos
Na festa da Caridade
A solidariedade
Dos sentimentos humanos.
PoemHunter.com Updates
-
World Day for Cultural Diversity for Dialogue and Development
celebrated on May 21st every year
-
Your Favorite Poets’ Favorite Books of Poetry
-
Daily Rituals of Famous Authors
Writers seem to be the most prone to unshakeable routines and elaborate superstitions.
-
Incredible Reading Rooms Around the World
Cozy, beautiful places to curl up with a good book...
Top 500 Poems
-
Phenomenal Woman
Maya Angelou
-
The Road Not Taken
Robert Frost
-
Still I Rise
Maya Angelou
-
If You Forget Me
Pablo Neruda
-
Dreams
Langston Hughes
-
Annabel Lee
Edgar Allan Poe
-
If
Rudyard Kipling
-
A Dream Within A Dream
Edgar Allan Poe
-
I Know Why The Caged Bird Sings
Maya Angelou
-
Stopping by Woods on a Snowy Evening
Robert Frost

Comments about this poem (A Caridade by Augosto dos Anjos )