Augosto dos Anjos

(20 April 1884 - 12 November 1914 / Pau d'Arco)

Mártir da Fome - Poem by Augosto dos Anjos

Nesta da vida lúgubre caverna
De ossos e frios funerais que eu sinto

Corno um chacal saciando o eterno instinto

Vou saciando a minha Fome Eterna.


- Fome de sangue de um Passado extinto,

De extintas crenças - bacanal superna,

Horrível assim como a Hidra de Lema

E muda como o bronze de Corinto!


Ânsias de sonhos, desespero fundo!

E a alma que sonha no marnel do Mundo,

Morre de Fome pelas noites belas...


E como o Cristo - o Mártir do Calvário

Morre. E no entanto vai para o estelário

Matar a Fome num festim de estrelas!

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Poem Submitted: Tuesday, June 5, 2012

Poem Edited: Tuesday, June 5, 2012


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