Artur Azevedo (7 July 1855 - 22 October 1908 / Maranhão)
Velha Anedota
Tertuliano, frívolo peralta,
Que foi um paspalhão desde fedelho,
Tipo incapaz de ouvir um bom conselho,
Tipo que, morto, não faria falta;
Lá um dia deixou de andar à malta,
E, indo à casa do pai, honrado velho,
A sós na sala, diante de um espelho,
À própria imagem disse em voz bem alta:
— Tertuliano, és um rapaz formoso!
És simpático, és rico, és talentoso!
Que mais no mundo se te faz preciso? —
Penetrando na sala, o pai sisudo,
Que por trás da cortina ouvira tudo,
Severamente respondeu: — Juízo. —
PoemHunter.com Updates
-
HIV Vaccine Awareness Day
observed annually on May 18
-
International Museum Day
memory + creativity = social change
-
Happy Birthday Omar Khayyam!
(1048-1131) Persian mathematician, poet, and philosopher
-
Happy Birthday Friedrich Rückert!
(1788-1866) German poet, translator, and professor of Oriental languages.
Top 500 Poems
-
Phenomenal Woman
Maya Angelou
-
The Road Not Taken
Robert Frost
-
Still I Rise
Maya Angelou
-
If You Forget Me
Pablo Neruda
-
Dreams
Langston Hughes
-
Annabel Lee
Edgar Allan Poe
-
If
Rudyard Kipling
-
A Dream Within A Dream
Edgar Allan Poe
-
Stopping by Woods on a Snowy Evening
Robert Frost
-
I Know Why The Caged Bird Sings
Maya Angelou

Comments about this poem (Velha Anedota by Artur Azevedo )