Cesário Verde

(1855-1886 / Lisbon)

Cesário Verde Poems

1. Ecos Do Realismo: Manias! 2/25/2014
2. Heroísmos 2/25/2014
3. Cinismos 2/25/2014
4. Fantasias Do Impossível: Esplêndida 2/25/2014
5. Vaidosa 2/25/2014
6. Cadências Tristes 2/25/2014
7. Deslumbramentos 2/25/2014
8. Humorismos De Amor/ Frígida 2/25/2014
9. Ironias Do Desgosto 2/25/2014
10. Na Cidade 2/25/2014
11. Num Bairro Moderno 2/25/2014
12. Merina 2/25/2014
13. Sardenta 2/25/2014
14. Cristalizações 2/25/2014
15. Noitada/ Noite Fecahada 2/25/2014
16. Num Álbum 2/25/2014
17. After Dark 2/25/2014
18. A Forca 2/25/2014
19. Num Tripúdio De Corte Rigoroso 2/25/2014
20. Ó Áridas Messalinas 2/25/2014
21. Eu E Ela 2/25/2014
22. Lúbrica 2/25/2014
23. Ecos Do Realismo: Impossível 2/25/2014
24. Ecos Do Realismo: Lágrimas 2/25/2014
25. O Sentimento Dum Ocidental 2/25/2014
26. Provincianas 2/25/2014
27. Humilhações 2/25/2014
28. De Tarde 2/25/2014
29. Nevroses / Contrariedades 2/25/2014
30. Ecos Do Realismo: Proh Pudor! 2/25/2014
31. Manhãs Brumosas: Versos De Um Inglês 2/25/2014
32. Nós 2/25/2014
33. Ao Diário Ilustrado 2/25/2014
34. Desastre 2/25/2014
Best Poem of Cesário Verde

Desastre

Ele ia numa maca, em ânsias contrafeito,
Soltando fundos ais e trémulos queixumes;
Caíra dum andaime e dera com o peito,
Pesada e secamente, em cima duns tapumes.

A brisa que balouça as árvores das praças,
Como uma mãe erguia ao leito os cortinados,
E dentro eu divisei o ungido das desgraças,
Trazendo em sangue negro os membros ensopados.

Um preto, que sustinha o peso dum varal,
Chorava ao murmurar-lhe: 'Homem não desfaleça!'
E um lenço esfarrapado em volta da cabeça
Talvez lhe aumentasse a febre cerebral.

Flanavam pelo Aterro os dândis e as ...

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Ó Áridas Messalinas

Ó áridas Messalinas
nãe [sic] entreis no santuário,
transformareis em ruínas
o meu imenso sacrário!

Oh! a deusa das doçuras,
a mulher! eu a contemplo!
Vós tendes almas impuras,
não me profaneis o templo!

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