Álvares de Azevedo

(12 September 1831 - 25 April 1852 / São Paulo)

Soneto IV - Poem by Álvares de Azevedo

Um mancebo no jogo se descora,
Outro bêbedo passa noite e dia,
Um tolo pela valsa viveria,
Um passeia a cavalo, outro namora.


Um outro que uma sina má devora
Faz das vidas alheias zombaria,
Outro toma rapé, um outro espia...
Quantos moços perdidos vejo agora!


Oh! não proíbam, pois, no meu retiro
Do pensamento ao merencório luto
A fumaça gentil por que suspiro.


Numa fumaça o canto d'alma escuto...
Um aroma balsâmico respiro,
Oh! deixai-me fumar o meu charuto!

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Poem Submitted: Monday, June 4, 2012

Poem Edited: Monday, June 4, 2012


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