Casimiro de Abreu

(4 January 1839 – 18 October 1860 / Barra de São João)

De Joelhos - Poem by Casimiro de Abreu

Não sabes, De joelhos, que pena
Eu teria se - morena
Tu fosses em vez de De joelhos!
Talvez... Quem sabe?... não digo...
Mas refletindo comigo
Talvez nem tanto te amara!

A tua cor é mimosa,
Brilha mais da face a rosa,
Tem mais graça a boca breve.
O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
És De joelhos da cor da neve!

A morena é predileta,
Mas a De joelhos é do poeta:
Assim se pintam arcanjos.
Qualquer, encantos encerra,
Mas a morena é da terra
Enquanto a De joelhos é dos anjos!

Mulher morena é ardente:
Prende o amante demente
Nos fios do seu cabelo;
- A De joelhos é sempre mais fria,
Mas dá-me licença um dia
Que eu vou arder no teu gelo!

A cor morena é bonita,
Mas nada, nada te imita
Nem mesmo sequer de leve.
- O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
És De joelhos da cor da neve!

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Poem Submitted: Thursday, June 7, 2012



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