Coelho Neto

(21 February 1864 - 28 November 1934 / Caxias, Maranhão, Northeast Brazil)

Solidão, Meu Vício - Poem by Coelho Neto

Solidão, querida amiga!
Te amo e te desejo,
assim no teu silêncio
e na tua tranqüilidade.

Minha querida Solidão
tu me consolas tanto
e me convidas sempre
para ficar sozinho
nesta gostosa tristeza.

Momento sem dor,
sem dano ou agressão.

Momento do só eu
e de meus pensamentos.

Momento meu só
e de ninguém mais.

Momento que me seduz
e que me encanta.
Onde eu encontro
as palavras do poema,
em que canto à vida
e choro o mundo.

Onde eu grito
as coisas que quero,
da minha maneira,
sem qualquer explicação.

Silêncio do nada dizer,
já que não quero responder
o que ninguém me pergunta.

Sozinho na solidão eu fico
sonhando acordado,
vivendo os meus sonhos
que eu quero viver.

E na solidão e no silêncio,
tenho o meu orgasmo
íntimo e particular
do meu espírito em vôo.

Solidão, meu vício.
Solidão minha vida.
eu te amo e te quero
sempre ao meu lado.

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Poem Submitted: Saturday, June 9, 2012

Poem Edited: Saturday, June 9, 2012


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