Álvares de Azevedo

(12 September 1831 - 25 April 1852 / São Paulo)

Trindade - Poem by Álvares de Azevedo

A vida é uma planta misteriosa
Cheia d'espinhos, negra de amarguras
Onde só abrem duas flores puras -
Poesia e amor...


E a mulher... é a nota suspirosa
Que treme d'alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!


A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura...


Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue,
E morrer de ternura!

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Poem Submitted: Monday, June 4, 2012



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