Augosto dos Anjos

(20 April 1884 - 12 November 1914 / Pau d'Arco)

Ao Luar - Poem by Augosto dos Anjos

Quando, à noite, o Infinito se levanta
Á luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha tátil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!

Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!

Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado…

Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em turilância fria.
Encho o Espaço com a minha plenitude!

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Poem Submitted: Tuesday, June 5, 2012

Poem Edited: Tuesday, June 5, 2012


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