Antonio de Castro Alves

(14 March 1847 – 6 July 1871 / Curralinho)

A bainha do punhal - Poem by Antonio de Castro Alves

Salve, noites do Oriente,

Noites de beijos e amor!

Onde os astros são abelhas

Do éter na larga flor...

Onde pende a meiga lua,

Como cimitarra nua

Por sobre um dólmã azul!

E a vaga dos Dardanelos

Beija, em lascivos anelos

As saudades de 'Stambul.




Salve, serralhos severos

Como a barba dum Paxá!

Zimbórios, que fingem crí¢nios

Dos crentes fiéis de Alá! ...

Ciprestes que o vento agita,

Como flechas de Mesquita

Esguios, longos também;

Minaretes, entre bosques!

Palmeiras, entre os quiosques!

Mulheres nuas do Harém!.




Mas embalde a lua inclina

As loiras tranças pra o chão

Desprezada concubina,

Já não te adora o sultão!

Debalde, aos vidros pintados,

Aos balcíµes arabescados,

Vais bater em doudo afã...

Soam tí­mbalos na sala...

E a dança ardente resvala

Sobre os tapetes do Irã!...

Listen to this poem:

Comments about A bainha do punhal by Antonio de Castro Alves

There is no comment submitted by members..



Read this poem in other languages

This poem has not been translated into any other language yet.

I would like to translate this poem »

word flags

What do you think this poem is about?



Poem Submitted: Wednesday, June 6, 2012



[Hata Bildir]