Antonio de Castro Alves

(14 March 1847 – 6 July 1871 / Curralinho)

A criança - Poem by Antonio de Castro Alves

Que veux-tu, fleur, beau fruit, ou l'oiseau merveilleux?
Ami, dit l'enfant grec, dit l'enfant aux yeux bleus,
Je veux de Ia poudre et des balles.
VICTOR HUGO (Les Orientales)


Que tens criança? O areal da estrada
Luzente a cintilar
Parece a folha ardente de uma espada.
Tine o sol nas savanas. Morno é o vento.
í€ sombra do palmar
O lavrador se inclina sonolento.


í‰ triste ver uma alvorada em sombras,
Uma ave sem cantar,
O veado estendido nas alfombras.
Mocidade, és a aurora da existência,
Quero ver-te brilhar.
Canta, criança, és a ave da inocência.


Tu choras porque um ramo de baunilha
Não pudeste colher,
Ou pela flor gentil da granadilha?
Dou-te, um ninho, uma flor, dou-te uma palma,
Para em teus lábios ver
O riso â€" a estrela no horizonte da alma.


Não. Perdeste tua mãe ao fero açoite
Dos seus algozes vis.
E vagas tonto a tatear í noite.
Choras antes de rir... pobre criança!...
Que queres, infeliz?...
â€" Amigo, eu quero o ferro da vingança.

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Poem Submitted: Wednesday, June 6, 2012



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