Carlos Aragao

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Agulhas - Poem by Carlos Aragao

Acordei hoje,
nesta cama de agulhas,
que me torturam a carne,
que me torturam alma....

Acordei com medo,
porque sem voce,
me encontrei sem direcao,
perdido em numa nevoa de ilusao.

E viver, sentido a parte,
era nada mais que voce,
onde eu(sem existir...) ,
me tolerava, me guardava,
me aguava....

E voce, perdedor por excelencia,
ao qual ganhei, num jogo de paciencia,
nao passas de amanha,
e por deus, nao eres meu futuro...

Porque eu, como uma aguia,
posso voar em alturas,
as quais,
nao te imaginas(e sequer te atreves)

Porque eu,
mais que sonhos,
carrego a coragem de nao ser teu,
de negarte, de esquecerte...

E nao te iludas pelas lagrimas,
que te pertencem(nao nego) ,
Mas que me lavam a cada momento,
num banho de luz, dor e saudade,

Destruindo, pouco a pouco,
Esssa alma restrita,
em que me moldaste,
de pura dor, dependencia e maldade...

Mas a cada sol vou renascer,
ardendo numa febre constante,
num misto de alegria,
um toque de euforia....

A cada lua, vou renascer,
Num prazer que me negastes,
Entre o viver,
Entre dor e prazer...

Omitindo, negando, sofrendo e...
Mentindo sobretudo sobre toda verdade,
Jurando certeza, sobre toda maldade,
E te maldizendo...na dor e na loucura,
Em que sofrer, chorar, nao passa de uma cancao de ninar.

Te devolveria tua vida,
se te pertenceras...
te devolveria um sorriso,
se lo merecesses,

E te daria um beijo de saudade,
Se nao fosse por toda esta dor que te tenho,
Por tua beleza,
Por tua maldade.


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Poem Submitted: Sunday, March 23, 2008

Poem Edited: Monday, January 23, 2012


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