Treasure Island

Carlos Aragao

(10-17-1959 / Brazil)

Parado


Parado aqui, eu vejo teu mundo…
E em pedaços, vislumbro o que poderia ter sido...
Sem mentiras, sem atalhos, simplesmente me entreguei,
Na esperança de que ao longo do caminho,
Puderas ser mais que um simples ninho.

Que te detiveras entre duvidas, entre passados e abismos,
E finalmente entregue,
Tiveras logrado a decisão....

Não pela razão, mas pela paixão,
Não aquela...tao longe, tão mórbida,
E que agora e sempre, se tornou tão tua.
Esperava por aquela, que já não e nossa...

Aquilo que trago, ou te trazia, era pouco mais que luz.
O que me esperava, na travessia, era um abismo que me seduz.
Não sou o motivo, nem a razão, para mudar nada.
Porque o nada na verdade e a morada,
Tua e de quem mais te acompanhe.

Serenamente me vejo caminhando,
Entre mares de dor e flores sem cor,
Entre labirintos eternos,
Entre dias sem sabor....

Me acompanha a beleza,
Quase alegre da tristeza,
De ter tentado mudar a sina,
Daquela que se perdeu na incerteza.

Submitted: Thursday, December 06, 2012
Edited: Friday, December 07, 2012

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