(10-17-1959 / Brazil)

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Punhaladas

Viver e muito perigoso,
Seja na margem de um rio,
Ou quem sabe….
Perdido em um navio.

Viver muitas vezes e tenebroso,
Entre sombras do que nao fomos,
Digerindo amargas decisoes,
Sedentos a beira de um poco de emocoes.

Incansavel luta de sentimentos,
Palabras desperdicadas em tormentos,
Uma palavra de amor esquecida….
…e a felicidade atirada ao vento.

Oco, vazio, sem pele e sem cor,
Stagnado entre o hoje e o ontem,
Sem futuro e sem razao,
Perene na dor desta emocao,
Que me rasga consumindo alma e coracao.

Ja nao sou eu mesmo,
E ja nao creio…
E sigo adiante matando con lentas punhaladas,
A tudo que tanto anseio.

Submitted: Tuesday, October 11, 2011
Edited: Wednesday, October 12, 2011


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