Carlos Drummond de Andrade


Para Sempre -- With English Translation - Poem by Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


For Always

Why does God allow
that mothers go away?
A mother has no limit,
she is time without hour,
light that does not fade
when the wind blows
and the rain falls.
A velvet hidden
on wrinkled skin,
pure water, clean air,
pure thought.

Death happens
to what is brief and goes by
without leaving a trace.
a mother, in her grace,
is eternity.
Why must God remember
- profound mystery -
to take her away someday?
Were I the king of the world,
I would create a law:
a mother does never die,
she will always stay
with her child
and her child, though old,
will be little
like a maize grain


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Poem Submitted: Monday, March 29, 2010



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