Balancete Do Amor Poem by Amosse Pedro Cumbane

Balancete Do Amor

Se o que segue é mosca,
o que eu faço atrás de ti.
Será o cheiro ou o aroma?
Então Deus tirou o peso nas suas costas, e fez-lhe uma mulher.

Ironia é do jeito que ela sangra em mensalidades
e quem paga as prestações sou eu.
Se eu não fosse econômico,
não perceberia essa linguagem.

Investindo no love sabendo que não há lucros,
tá tipo uma SA, as nossas responsabilidades são anônimas.

No jogo de amores e dívidas,
se esconde o lucro real,
num balanço de expectativas,
sem retorno ideal.

O preço da afeição, invisível,
se traduz em sacrifício e dor,
mas ainda assim, no saldo da paixão,
o que resta é o amor.

Entre contas e corações,
navegamos sem certeza,
em cada dívida um desvio,
em cada gesto, uma promessa.

Friday, August 9, 2024
Topic(s) of this poem: amore,equality
POET'S NOTES ABOUT THE POEM
Um jeito econômico de falar dos seus sentimentos, pior em situações de relacionamento que não a reciprocidade comparando a um investimento sem retornos não é o que a gente quer! Então estes conceitos foram usados para expressar a empatia e respeito no bom uso das palavras!
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