Cruz e Sousa

(24 November 1861 – 19 March 1898 / Nossa Senhora do Desterro)

Inefável - Poem by Cruz e Sousa

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Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!

Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas


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Poem Submitted: Saturday, June 9, 2012

Poem Edited: Saturday, June 9, 2012


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