O tédio era o espaço em que arriscávamos
a batalha das nossas vidas. O professor
falava e nós não escutávamos
presos que estávamos
à presença de um tempo em quadrícula,
às adivinhas e arremessos cruzados.
Sabemos hoje (por hábito ou fuga)
que a metáfora é esta: cega tentativa
em acertar nos objectos que flutuam
na esquadria, vasos de guerra
que irão naufragar, assim tenhamos
êxito no desenho das formas.
A maior parte de nós descobre, porém,
a diferença maior: o mapa não é a realidade,
a esta enovela-se num largo território
para o qual não há métrica
senão, e apenas, sonho de métrica.
A densa sombra cobre a pouca verdade
que recuperamos, e móvel,
destrói o seu legado.
Nada sabes porque nada lembras.
This poem has not been translated into any other language yet.
I would like to translate this poem