Ofício que vem da privação e de um excesso Poem by António Ramos Rosa

Ofício que vem da privação e de um excesso

Ofício que vem da privação e de um excesso
que pulsa como um ninho que se abrisse ao âmbito
Toda a ignorância saboreia as substâncias escuras
que nascem para a claridade do fundo de si mesmas
O lugar vão tomando a prumo e em densidade
como um arvoredo na brisa de uma ciência branca
E assim todo o trabalho é a penumbra estremecida
em que se aprofunda o centro actual de uma idade antiga
Assim se está na luz das coisas vivas
e através de uma negrura mineral vêem-se os olhos líquidos
quase amarelos ou vermelhos oscilantes
Atónitos no doce movimento
já não somos mais do que a frescura sem idade
que nos dá altura e sombra e insinuação perfeita
de animais na folhagem num alvor de fresca paz

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