Porquê brigamos sem motivo,
Se tudo estava bem antes?
Porquê parece normal machucar,
Mesmo quem nos quer feliz?
Porquê deixamos a paz escapar,
Como se não fosse importante?
Porquê o tempo nos confunde,
Sobre o que vale guardar?
Porquê ferimos quem nos ama,
Quando só queriam nos entender?
Porquê o mundo corre sem parar,
E não aprende o que é viver?
Se há dúvidas, se tudo balança,
Que ao menos reste esperança.
Porquê escondemos o que sentimos,
Com medo de parecer fraco?
Porquê calamos verdades simples,
Que poderiam evitar estragos?
Porquê corremos sem destino,
Se o que importa está ao lado?
Porquê esquecemos pequenos gestos,
Que fazem o dia mais leve?
Porquê insistimos no que machuca,
Quando há tanto para viver?
Porquê o mundo segue confuso,
E não aprende com o sofrer?
Se há dúvidas, se tudo balança,
Que ao menos reste esperança. Porquê abraços se perdem no tempo,
E palavras nunca ditas pesam tanto?
Porquê só percebemos a saudade,
Quando já é tarde para voltar?
Porquê lutamos contra quem nos ama,
Quando só queriam nos proteger?
Porquê esperamos um último adeus,
Para dizer tudo o que devíamos?
Porquê a vida nos ensina na dor,
O que podíamos aprender no amor?
Porquê o silêncio é tão cruel,
Quando tudo que precisamos é falar?
Se há dúvidas, se tudo balança,
Que ao menos reste esperança.
Que ao menos reste amor.
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