Alphonsus de Guimaraens

(24 July 1870 - 15 July 1921 / Mariana)

Árias e Canções - Poem by Alphonsus de Guimaraens

A suave castelã das horas mortas
Assoma à torre do castelo. As portas,

Que o rubro ocaso em onda ensangüentara,
Brilham do luar à luz celeste e clara.

Como em órbitas de fatias caveiras
Olhos que fossem de defuntas freiras,

Os astros morrem pelo céu pressago...
São como círios a tombar num lago.

E o céu, diante de mim, todo escurece...
E eu que nem sei de cor uma só prece!

Pobre alma, que me queres, que me queres?
São assim todas, todas as mulheres.


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Poem Submitted: Thursday, May 31, 2012



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