Há em mim um canto fechado,
onde mora o desejo de ir.
Não sei bem para onde,
mas sei — é longe daqui.
Carrego portas dentro do peito
com trancas forjadas no medo.
E, ainda assim,
a cada amanhecer,
uma fresta se abre
com a luz da vontade.
Tenho sede de céu aberto,
de passos que não peçam permissão,
de asas que não tremam.
E sonho —
com o dia em que minha coragem
não virá pedindo licença,
mas me tomará pela mão,
e enfim
me levará.
This poem has not been translated into any other language yet.
I would like to translate this poem