Desnudada Poem by Ana azevedo

Desnudada

Desflorada e tingida a sua virgindade,
trespassada num véu bolorento...
Que recorda uma inocência rasurada e celeste!
Corpo sagrado num templo rejeitado
é o orvalho da meia noite
que a deslumbra como o mel,
alva do meio dia,
com sabor agridoce,
deixa a marca do amor
num alpendre sem vestes!

Desnudada
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sagrado
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