Herbertos Empoeirados Nas Montras Poem by Miguel Curado

Herbertos Empoeirados Nas Montras

Felizmente que só está aqui o homem inseguro,
E é Verão,
As casas fazem sombras estranhas,
E tudo é inócuo e sem sentido, ....

Será seguro para caminharmos tranquilos,
Roupas largas e pernas desembaraçadas a galgar caminho,
Rua acima,
A passar por mostos de sangue em baixo de beirais,
E livrarias fechadas mas ainda com herbertos empoeirados nas montras, ...

E lá no topo,
Estas pessoas improváveis que somos,
Inconstantes e talvez amorfas,
Olham para trás e caem no feitiço,
De um pôr do sol que se calhar nem está lá, ....

Duas pessoas improváveis,
Que se calhar nem existem

COMMENTS OF THE POEM
READ THIS POEM IN OTHER LANGUAGES
Close
Error Success