Me vi menino, me refiz homem, daquele tipo que sonhava com o futuro,
mas que morreu ontem.
Me vi cretino, me refiz homem,
daquele tipo que pagaria até a alma
por um sentimento que não o consome,
que daria até o último tostão
para continuar bebendo doses e
fumando maços,
na esperança de morrer
antes dos trinta,
de cirrose ou com um câncer no pulmão,
do que viver até
seus cabelos estarem grisalhos,
com o maldito vazio dentro do coração.
Bianchi
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