Nós tomamos a droga chamada vida
Na esquina,
Quiseram nos vender uma chamada promessa
Hesitamos
Do outro lado da rua,
Nos ofereceram desejo,
Dizemos não com a cabeça
A rua parecia sem fim
Um homem decrépito, quis nos dar um sorriso
Relutamos em uma expressão de nojo
Um gentil, disse que nos amava
— Você não é o primeiro a mentir, mas pode ser o último
Nossa voz, a navalha
Nossos pés, uma âncora
A morte é uma arte, nisso não somos excepcionais
E nem temos um chamado
Somos mentirosos
Viver é uma arte,
Onde não fomos treinados
Nossa vida foi pintada como um afresco por diversas mãos
Somos pedaços
E o bonde passa, seu destino: os Campos Elíseos erguidos por Persephone
E lá vem ele
Dará tempo de pegar?
Preciso correr
Vou alcançar
Por favor, alguém segure a minha mão
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