Sopra Sopro Poem by Julio 2 Amarante

Sopra Sopro

Maldita a forma que me enforma!


Sempre torna, sino de disciplina,

Que contraria a tal, diáfana sina.


Prova que é afinal possível dobrar uma esquina,

Insiste em quão fundo me afundo,

Enquanto lá em cima persiste o tom da concertina,


Assegura-me de que não mais duro,

Nem sequer até, enfim, bater contra o Muro,

Sopra no meu ouvido

Que mais não sou, já fui tido…

Sopra sopro no meu labiríntico ouvido

Que mais não sou, já fui tido...E a isso fui remetido

Sopra Sopro
COMMENTS OF THE POEM
Morgan Michaels 30 January 2020

Lovely. I so like the rhymes.

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