Que verão escaldante, todas as vias de Roma fediam, as fezes e os dejetos do povo, nos fizeram a minha e à minha patrícia família, como de costume, retirarmos-nos para o balneário mais paradisíaco do Vasto Império. Roma estava realmente insuportável. No caminho, embora as cortinas do tílburi estivessem fechadas, o dodor era nauseabundo e, pela frestra da janela, vi o corpo e um velho sendo devorado sem nenhuma etiquetapor um bando de abutres, pássaros que são os guardiões do verão romano, Eu, filha de um general, era jovem, pele de alabastro que puxei de minha mãe, legítima romana, e feições exóticas herdados de meu pai que vinha de uma rebelda província setentrional, conquistada pelo maior general roamano. Apesar de desejar luxuriosamente os homens, com eles não tinha o que conversar, não entendia de guerra, política, nem de filosofia. Vênus era minha madrinha. Pedia a ela que minha virgindade fosse tirada por algum charmoso poeta do inferno de Virgílio. Sabia que meu casamento seria arranjado e rogava a ela que me dessa a dádiva de amar os guerreiros, que, segundo ela, não era difícil. Chegamos à Pompéia, que maravilha! ! ! . O dia estava lindo, como de costume, o mar, com aquele azul que nunca soube descrever em palavras, acho que nem Homero soube. Maso verão estava tão abafado quanto em Roma, estranhei. No alto tive a impressão de avistar um abutre. Fiquei apreensiva, mas percebi rapidamente que se tratava de uma andorinha. Fiquei com medo de estar enlouquecendo. Fiquei estranha o verão inteiro. Pompéia também estava estranha. O calor silenciou a cidade, as ruas estavam vazias, as pessoas cansadas. O calor não deixava dormir. O estoque das caves acabou rapidamente, o pão sobrou e apodreceu. To dos estavam se entupindo de vinho para dormir. Ao final estávamos famintos e insones. Não foi um verão, foi um inferno. Mas todos preferimos ficar a voltar a Roma. Estávamos horríveis, nosso bronzeado estranho. Pela primeira vez o pessimismo tomou conta de Pompéia. Meu pai chorando e se contorcendo de medo dizia ser o prenúncio do fim do Grande Império, guerras perdidas, soldados mercenários mercenários e traidores comandariam, uma ideologia nova e exótica poria abaixo nossos Deuses, nosso panteão seria profanado. Nunca havia visto meu pai com medo. Depois de semanas sem dormir, dormimos apesar da fome e da sobriedade.. Na madrugada, a montanha mais linda do Império ini ciou seu cruel espetáculo. Um forte trovão foi ouvido, mas só as mulheres acordaram. A bela montanha vomitava fogo, como se estivese cansada de tanto calor.Acordamos os homens desesperadas e encantadas com aquele espetáculo de tão magnífico acabaria por matar sua platéia. Os homens se desesperarar e se puseram a chorar. AS mulheres, em vão, tentaram conseguir seles derradeiro sexo. Forma chamadas de prostitutas, indecentes, diabólicas. A maioria se resignou, mas as virgens, como eu percorremos com sensuais decotes as ruas à cata de algum homem que deixássemos morrercom a cabeça deitadaem algum peito masculino e a mão em fortes ombros. Não se achavam homens nas ruas e, desesperada, eu segui por ruas sombrias quase toamadas pela lava. Encontrei um triste violeiro espanhos, que cantava consoladora música consoladora, dizendo da poesia dos genocídios da natureza. Aproximei-me chorando e e pedi a ele que tirasse minha virgindade. Ele disse-me que não haveria tempo, pois a lava estava quase a nos lamber, mas que teria prazer em contar-me de sua triste vida cheia de malentendidos de amor.. Disse que seria todo meu e que recostasse minha cabeço no seu moreno e peludo peito. Consegui ouvir seu último suspiro, seus gritos contidos, mas sofridos. Não senti a lava me queimar. Só me lembro do seu rosto embriagado de tanto canto e dos gritos assustadoramente feios que maldiziam a natureza chamando-a assassina.
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