Bernardo Almeida


De Braços Dados - Poem by Bernardo Almeida

A vida não é o contrário da morte
Mas sim o seu meio
A morte não é o contrário da vida
Mas sim o seu cume
(Bernardo Almeida)



Injeto agora em minhas veias
Finas de esperanças e tristezas tenras
Um líquido que me fará perecer tão brevemente
Quanto os aplausos de um espetáculo medíocre

Tal substância, chamo-a de vida
Que livra a matéria da calamidade opressora da eternidade
Conferindo-me um ponto final ao bem e ao mal, ao sim e ao não
Encerrando o princípio da morte enquanto fim
E da vida enquanto meio
Desafiando certezas e constatações

Pois injeto meio litro para que não haja erro
Preciso certificar-me que tal excesso será letal
E concluir que as experiências de vida e morte
São ambiguamente similares
Posto que são riscos inevitavelmente fatais


Comments about De Braços Dados by Bernardo Almeida

There is no comment submitted by members..



Read this poem in other languages

This poem has not been translated into any other language yet.

I would like to translate this poem »

word flags

What do you think this poem is about?



Poem Submitted: Thursday, May 24, 2012



[Report Error]