Nunca estive em Mohenjo Daro,
Nunca possui um instinto raro.
Nunca cometi um tolo adultério,
Nunca pareci um homem sério.
Mais necrófago que os agiotas,
Não tenho o tesouro que cotas,
Sou sangue do nada, um vazio,
Sou o impopular moço sem brio,
Que perde para pessoas sem viço,
Que ganha apenas para cumprir tabela,
Que vaga por cima do chão quebradiço,
E não teme nenhuma sentença bela:
Toda derrota me honra e me redime,
Toda ordem não destrói o meu regime.
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