Uma Gata Faminta, Boca Não Minta. Poem by Julio 2 Amarante

Uma Gata Faminta, Boca Não Minta.

O passado roubado numa gata faminta,
Que não lava a louça, que dizem que não presta.
Ela ama os ventos loucos nos cabelos soltos,
Ela não vai a Harlem nem sobe à boca do Falete,
Ela não transa com um, engana e fascina sete.

É uma miragem, é uma imagem, minha aleivosia,
Minha teimosia, meus sonhos e falta da maresia,
Do mar salgado e do Skunk, erva esclarecida,
Ela é com quem podia ter dançado toda a noite,
Até a aurora salientar as cores de olhos visionários,
E se furtar a qualquer consequência ou açoite.

Ela é a luz que me ilumina e me diz:

Meu bem, não vai, fica só mais esta noite.
Eu dei, fiquei, e na verdade peguei o maior
Açoite, tiro porrada e bomba,
Uma festa de valpurgis de arromba.

Essa gata de arromba eu libertei,
Tanto o choro, perdi o decoro,
Mas me apertei e por amor a ela não mais voltei.

Uma Gata Faminta, Boca Não Minta.
POET'S NOTES ABOUT THE POEM
A Story of Black is Beautiful Baby, no hairs in the wind, very grateful to the amazing designer that allowed me to have one of my first loves,1999, once more, major, it is not about you but, at the end, there is only you...credit to the author, I fear that I was giving hell to her.
COMMENTS OF THE POEM
Bjpafa Meragente 11 June 2020

For convenience and truth I say keyboards multilingual are not to trust. After all, what is? A poem about a lover, a house, loss and rebirth.

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