Felipe Gastão

Rookie (Goiânia - Brazil)

Magdalanae Comune - Poem by Felipe Gastão

Acontece a todo momento, o assassínio mais hediondo que há. Na última noite, mais um cordeiro teve seu sangue derramado, para expiar a feiúra do mundo. Ninguém velou por ele, a não ser eu e as criaturas celestes. A lua se escondeu, no início, depois tingiu a noite de vermelho, como um grande círio a mostrar as condolências e a vergonha dos céus por amarem sua criatura mais emerada, mas tão cruel, os homens. Anjos caídos fritavam em dialeto profano que guardasse aquele olhar bondoso e inerte, qu desencadearisam acirramento da mais antiga e sangrenta revolução. De humanos, só eu velei por ele. Até as carpideiras mais inescrupulosas não aceitaram fazer-me compania, alegando serem indigentes que levam terra na cara indignos de seu trabalho. Disse a elas que o amaldiçoassem, mas que não me deixassem chorar sozinha. Em vão. Aquele velório envelheceu-me tudo o que tinha pela frente. Entrei bonita jovem e saí a viúva mais condoída e carcomida de Nazaré. Aos vinte e seis anos, não enxergava, no espelho, nada além de um rosto ancião.. Meu corpo envergou-se, curvou-se, meu ventre secou. Ele era calmo e só me fazia chorar de arrependimentos do passado. Não me obrigava a nada, mas exigia muito, que para todo outro homem, seria insuportável. Pedia-me para acariciá-lo até que pegasse, sempre dificilmente, no sono, velasse pelos seus recorrentes tremores noturnos, pesadelos que de tão horríveis, deles nunca se lembrava. ÀS vezes, seus poros expeliam sangue, caso eu dormisse, poderia vê-lo no dia seguinte todo ensaguentado, possibilidade que me dava calafrios na alma. Exigia que rezasse chorando pelos sofredores, enfim, todos nós. Sexo, nunca fizemos. Agora vivo com frio, quase não durmo e só penso nele. Minha voz é um bonito choro, que encanta todo o inferno onde me exilei. Peço a Deus que não seja verdade que nunca mais nos encontraríamos. Ele disse que partiria para uma morada, onde poucos ficam, só os ministros mais próximos de Deus. Que fui eu então....sua crueldade nunca me assustou. Eu já não tinha mais medo.

English version:


It happens all the time, the most heinous murder that. Last night, another lamb had spilled their blood to expiate the ugliness of the world. Nobody scumbled for him, unless I and celestial creatures. The moon is hidden, at first, then dyed red for the night as a large taper to show sympathy and shame of the heavens by its loved creatures, but so cruel, men. Fallen angels in dialect profane fries to save that look nice and inert, that would worsen the oldest and bloodiest revolution. In humans, only I scumbled for Him. Even the most unscrupulous weeper did not accept me company, claiming to be indigent in the earth leading man unworthy of his work. Told them that curse, but I would not cry alone. In vain. He aged wake me everything that had to do. Entered a beautiful girl, and left the most hurt widow and most rotten of Nazareth. At twenty-six years, did not see in the mirror, nothing but an old face.. My body wear is bowed up, dried my belly. He was calm and I did not cry with regrets of the past. I was not obliged to do anything, but required much, that for any other man, would be unbearable. Asked me to stroking him until he took, always difficult, no sleep, watched His recurrent nighttime tremors, nightmares which was so horrible, it was never remembered. Sometimes, His pores expelled blood, if I slept, could see him the next day all in blood, possibility that I had chills the soul. Required to pray for those who suffer crying, finally, all of us. Sex, never did. Now living in cold, almost no sleep and just think of him. My voice is a beautiful weeping, which enchants the whole hell where I exile. I pray to God that is not true that we will never see each other again. He said he would go somewhere where a few are, the ministers closer to God. What I did then.... His cruelty never scared me. I had no more fear.


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Poem Submitted: Monday, February 16, 2009

Poem Edited: Monday, February 16, 2009


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